quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um governo de costas para o mar

SÃO PAULO (SP), BRASIL — Cobrindo 70% da superfície terrestre, os oceanos possuem capacidade para absorver, naturalmente, 90% de todo o CO2 da atmosfera. No entanto, só podem cumprir essa função, fundamental para combater o aquecimento global, se estiverem limpos e saudáveis.

Considerando ainda outros importantes serviços ambientais proporcionados pelos oceanos, como a disponibilidade de alimentos, estabilidade e proteção de zonas costeiras, usos recreativos e diluição de efluentes é urgente colocar a sua conservação, através da criação de áreas marinhas protegidas. Infelizmente, o governo brasileiro não parec e nem um pouco interessado nessa questão.


Atualmente, apenas 0,4% da área das duzentas milhas do mar territorial brasileiro está protegida por unidades de conservação, poucas delas de proteção integral. É uma média inferior à do resto do mundo inferior a média global. O Greenpeace defende que, para garantir a recuperação e sobrevivência da vida marinha na costa brasileira, o percentual de áreas protegidas deveria chegar a pelo menos 30% da nossa zona costeira e marinha.


Um exemplo disso, é o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, por sua biodiversidade ímpar, a região de Abrolhos recebeu, em 1983, o primeiro parque nacional marinho da América do Sul. São mais de 56 mil quilômetros quadrados na costa sul da Bahia compostos pelas ilhas: Siriba, Redonda, Guarita, Sueste e Santa Bárbara, que pertence à Marinha. Além do arquipélago, o Parque inclui dois grandes blocos de recifes de corais: o Parcel dos Abrolhos e o Recife das Timbebas.


No entanto, Além da diversidade biológica costeira e marinha, o parque é importante para manter os estoques pesqueiros e pelo expressivo patrimônio genético, com enorme potencial para utilização biotecnológica. Seu entorno abriga também extenso banco de algas calcáreas, um depósito natural de carbono, acumulado durante milhares de anos.
Apesar de tamanha importância e em plena crise climática, a região de Abrolhos continua ameaçada pela exploração de óleo e gás, uma das principais causas do aquecimento global. Ao mesmo tempo, Abrolhos é vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, como o branqueamento dos corais, a acidificação das águas e a perda de biodiversidade. Ou seja, a região está duplamente ameaçada, pelos impactos do aquecimento global.


O principal setor de exploração interessado nos recursos do Parque Marinho dos Abrolhos e de seu entorno é a indústria de gás e óleo. Ela cobiça os mais de 240 blocos de exploração já identificados e selecionados pela Agência Nacional de Petróleo. A ameaça de exploração de petróleo e gás em Abrolhos está ligada ao aumento da participação de combustíveis fósseis na matriz energética brasileira. Na próxima década, o governo federal prevê a instalação de 68 novas usinas termelétricas fósseis, das quais 41 são movidas a óleo combustível. Se este plano for concretizado, as emissões do setor, que hoje somam 14,4 milhões de toneladas, saltarão para 39,3 milhões de toneladas em 2017.


Na zona costeira, o principal complexo estuarino do Banco dos Abrolhos, Cassurubá, é o berçário mais importante para dezenas de espécies marinhas, incluindo a maioria dos peixes e crustáceos pescados na região. Essa área extremamente frágil e explorada de forma sustentável há gerações por marisqueiros tradicionais, está ameaçada por projetos de carcinicultura. Desde 2005, um projeto de Reserva Extrativista, destinado a proteger tanto o estuário quanto o sustento de mais de 20.000 famílias de pescadores na região espera a assinatura do Presidente Lula.


Se a RESEX for criada, é pouco perto da degradação da região, e ainda será aguardada a assinatura do presidente Lula para o decreto que crie a zona de amortecimento, garantindo a proteção permanente do Banco dos Abrolhos.
Enquanto áreas marinhas não são criadas e muito menos implementadas, o governo brasileiro continua a investir no desenvolvimento da frota pesqueira, visando o aumento da produção, sem pensar na manutenção e recuperação dos estoques pesqueiros.


Podemos imaginar qual será o futuro que nos aguarda, quando os 70% de oceanos que cobrem a superfície do planeta estiverem sem peixes,sem manguezais, poluídos e ainda avançado pela zona costeira a dentro, devido aos impactos do aquecimento global.

Fonte: http://www.greenpeace.org

Dia Mundial dos Oceanos: Nem tanto ao mar

Durante muito tempo os oceanos foram encarados como uma espécie de território livre para as intervenções humanas. Historicamente, sempre foram vistos como fornecedores inesgotáveis de alimentos e outros recursos naturais, suas águas aparentavam ter capacidade infinita de dissipar a poluição nelas despejada e de se recompor de qualquer tipo de agressão. Doce ilusão. Hoje, 80% dos estoques pesqueiros estão ameaçados. Os corais também correm riscos. Desde 1950, segundo relatório Global Coral Reef, entidade que reúne governos e ONGs, 19% da área de recifes de corais desapareceram.

O bioma que se espalha 70% do planeta com uma biodiversidade gigantesca precisa de atenção. O Dia Mundial dos Oceanos, comemorado hoje, pode ser uma boa oportunidade para reflexão. A preservação dos oceanos está intimamente ligada à sobrevivência do homem na Terra e a sua importância para o combate às mudanças climáticas foi reconhecida pela Conferência Mundial dos Oceanos.

O encontro, realizado final de maio, resultou numa declaração, assinada pelos 76 países participantes, considerando os mares reguladores naturais do clima do Planeta. Batizado de Declaração de Manado, o documento propõe a criação de uma rede de reservas marinhas e recomenda a inclusão do tema “proteção dos oceanos” nas discussões internacionais sobre clima, que acontecerão em dezembro, em Copenhagen, na Dinamarca. Os oceanos podem ajudar a combater as mudanças climáticas, porque funcionam como o maior absorvedor de CO2, o principal gás do efeito estufa, do planeta.

No entanto, eles também são vítimas das mudanças climáticas, que comprometem a sua função como reguladores da temperatura mundial. O aumento de CO2 na atmosfera faz com que os mares fiquem cada vez mais ácidos, o que, combinado com o aumento da temperatura das águas, provoca a morte dos plânctons, algas e recifes de corais - justamente os organismos responsáveis pela retirada do gás carbônico da atmosfera.

A Declaração de Manado é uma vitória, mas ainda há muito por fazer para transformar as recomendações internacionais em realidade. Menos de 1% dos oceanos do mundo estão legalmente protegidos. No Brasil, essas áreas somam apenas 0,4%. O Ministério do Meio Ambiente propõe que sejam criadas 10% de áreas marinhas protegidas em zonas costeiras, abaixo ainda do índice proposto pela ONU, que recomenda a criação de 20%. Meta tímida – biólogos reconhecem 40% como o percentual ideal.

As soluções para combater a degradação dos oceanos e o aquecimento global começam com a adoção de uma Política de Oceanos integrada à Política Nacional de Mudanças Climáticas, que considere os mares como reguladores climáticos e contemple medidas de mitigação e adaptação.


Fonte: http://www.greenpeace.org/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Operação Waltzing Matilda

A Sea Shepherd Conservation Society está retornando ao Santuário de Baleias do Oceano Meridional em sua 6ª Campanha em Defesa das Baleias, Operação Waltzing Matilda. Estamos programados para partir em dezembro e pretendemos fechar as operações ilegais baleeiras no Antártico uma vez por todas.

Este ano, o Steve Irwin contará com a lancha veloz Earthrace. Junto estes navios e os voluntários da Sea Shepherd pretendem valsar até o Oceano Meridional cheio de táticas e surpresas para dançar perigosamente com a frota baleeira japonesa com o objetivo de salvar as vidas do maior número de baleias que for possível.

Uma tripulação internacional de voluntários tripularão os navios ao Oceano Antártico mas a campanha deste ano terá uma cara australiana. Por isto o nome da campanha foi escolhido de Operação Waltzing Matilda. Este é o hino nacional não oficial da Austrália. A palavra Waltzing é parte do inglês Australiano, e significa viver viajando, grandes distâncias e sobreviver aprendendo trabalhos enquanto viaja. Nosso logotipo este ano é inspirado na arte que enfeitava os aviões caça dos legendários Tigres Voadores que lutaram contra as forças Imperiais japonesas na China. As cores das bandeiras aborígine e australiana são representadas no logotipo que inclui um canguru pirata segurando o tridente de justiça de Netuno.

Fonte: http://seashepherd.org.br/

Poluição por derramamento de petróleo

O petróleo é uma substância líquida encontrada na natureza e utilizada para inúmeras finalidades como para a obtenção de combustíveis, medicamentos, solventes, óleos lubrificantes e outros. Há três mil anos o petróleo já era utilizado na construção de castelos e embarcações, na preparação de múmias, na cura de doenças de pele, na iluminação e em outras práticas que, por meio destas, foi conhecido e usado como fonte para outras atividades.

Por ser matéria-prima de uma extensa variedade de produtos importantíssimos para a vida do homem atual, o petróleo é cada vez mais retirado da natureza, mas por causa da distância entre os locais de retirada e os locais de utilização do mesmo é que surgem problemas ambientais como o de derramamento de petróleo.

O derramamento de petróleo normalmente acontece por causa de embarcações despreparadas, águas turbulentas que levam as embarcações contra pedras, plataformas furadas, explosões de poços, tanques com capacidade inferior ao conteúdo existente e outros. Ao entrar em contato com o mar, o petróleo contamina as águas provocando a morte dos seres vivos existentes, como peixes e corais. Também contamina o solo fazendo com que a área localizada se torne improdutiva e tóxica.

Normalmente, o derramamento de petróleo ocorre em maior grau nas águas como conseqüência de acidentes ocorridos no transporte do mesmo. Dessa forma, as águas além de não sustentar a vida não servem ainda para consumo dos seres humanos, pois forma-se uma película sobre ela impossibilitando-a de ser utilizada e ainda quando chega à costa provoca também grandes prejuízos.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Fonte: http://www.brasilescola.com/