quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Greenpeace e sociedade civil limpam praias de Salvador, Recife, Rio e Itanhaém (SP)

SÃO PAULO — Voluntários colocam a mão na massa para informar a população sobre a importância da saúde dos oceanos no combate ao aquecimento global

O Greenpeace integra o Dia Mundial de Limpeza de Praias, mutirão realizado hoje em várias cidades litorâneas do Brasil. Voluntários da organização estão em quatro cidades – Itanhaém (SP), Rio, Salvador e Recife – recolhendo papéis, garrafas, latas, sacolas plásticas e outros objetos poluentes e levando informações para a população sobre o destino correto do lixo.

A atividade é realizada em apoio ao trabalho de outras organizações não-governamentais que já realizam essa tarefa anualmente, como a Ecosurfi, Biotaquática e Instituto Aqualung.

Esse tipo de poluição prejudica a saúde dos oceanos. Mares doentes podem potencializar a crise do clima. “Em boas condições, os oceanos têm condições de absorver até 50% do dióxido de carbono (CO2) produzido pela atividade humana, ajudando a mitigar os efeitos do aquecimento global”, explica a coordenadora da campanha de oceanos, Leandra Gonçalves.

O problema é potencializado pelo lixo plástico. Por ser flutuante, ele é conduzido pelas correntes marinhas e atinge todo o globo, depositando-se nas regiões costeiras. Essas áreas são justamente as mais ricas em biodiversidade.

Os animais sofrem com o acúmulo de detritos nos oceanos. Com frequência, se enroscam no lixo flutuante ou confundem o material com uma presa. Quando o engolem, o resultado em geral é a morte. O plástico flutuante nos oceanos afeta 267 espécies no mundo, incluindo aves e tartarugas. “As pessoas têm no imaginário que os oceanos são fontes inesgotáveis de recursos naturais e biodiversidade. Longe disso. A história está cheia de exemplos de áreas de pesca que entraram em colapso”, afirma Leandra.

Para garantir a saúde dos oceanos e manter sua capacidade de absorver o CO2 da atmosfera – e, portanto, ajudar no controle do efeito estufa –, o Greenpeace trabalha para que o governo brasileiro destine 30% de sua zona costeira para a criação de áreas protegidas. Hoje, o índice é de apenas 0,4%.

A limpeza nas praias faz parte da semana de mobilização pelo clima, série de ações que o Greenpeace organiza até o dia 22 para chamar a atenção da população em torno das mudanças climáticas e cobrar compromissos reais do governo brasileiro na 15ª Conferência do Clima, em Copenhague (Dinamarca). Na reunião, que acontece em dezembro, representantes de 192 nações precisam definir uma política contra as mudanças climáticas.

Fonte: http://www.greenpeace.org

domingo, 20 de setembro de 2009

O pré-sal é nosso. E a sua poluição também.

Ativistas do Greenpeace chamaram a atenção hoje, durante a cerimônia de apresentação do novo marco regulatório do pré-sal, em Brasília, que o Brasil precisa levar em consideração as emissões de carbono e a poluição que serão geradas pela exploração de suas novas reservas petrolíferas. Assim que o presidente iniciou seu discurso de celebração do pré-sal, que o governo trata como a redenção econômica e social do país, três ativistas subiram ao palco e abriram uma faixa de três metros com a frase: “Pré-sal e poluição: não dá para falar de um sem falar no outro”.

A segurança do presidente pediu que a faixa fosse fechada. Os ativistas obedeceram, dobraram a faixa e a entregaram ao presidente. Depois, três deles ficaram perto do palco segurando banners menores com os mesmos dizeres. Lula se fez de surdo para a manifestação, seguiu o script previamente acordado com seus marqueteiros e não tocou na questão ambiental.

Desde que o país foi informado sobre a quantidade de petróleo estocada na camada do pré-sal, discutiu-se muita coisa. Debateu-se técnicas para retirar tanta riqueza de área tão profunda, formas de financiar a sua exploração e até a criação de outra estatal petrolífera. Os governadores correram atrás de royalties que ainda nem existem para seus estados. O governo federal prometeu que com o dinheiro desse petróleo acabará de vez com a pobreza.

Mas a única vez, em meio à cacofonia do pré-sal, que se debateu seus aspectos ambientais foi por iniciativa da imprensa, que procurou a Petrobras para saber o que a empresa pretendia fazer acerca das emissões de carbono geradas pela exploração dos novos poços. Ela respondeu que pretendia usar a tecnologia de Captura e Armazenamento em Carbono, conhecida a partir de sua sigla em inglês, CCS, para impedir a emissão das milhões de toneladas contidas nos poços do pré-sal.

“A questão é que essa tecnologia é experimental e não estaria tecnicamente viável antes de 2030”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. Além desses obstáculos, a CCS também terá de ultrapassar barreiras financeiras. “O custo total do uso da CCS para capturar o que se estima seja algo entre 12 e 18 bilhões de toneladas de carbono contidas no pré-sal pode chegar ao longo de todo o ciclo de exploração a centenas de bilhões de reais”, continua Baitelo.

Cálculos do Greenpeace indicam que se a CCS não cumprir tudo o que a tecnologia promete, e o Brasil estiver usando todas as reservas estimadas do pré-sal, estaremos emitindo ao longo dos próximos 40 anos em torno de 1,3 bilhão de toneladas de CO2 por ano só com refino, abastecimento e queima de petróleo.

“Ainda que o desmatamento da Amazônia seja zerado nos próximos anos, tudo indica que as emissões decorrentes do pré-sal podem anular o seu impacto positivo e manter o Brasil entre os três maiores emissores de CO2 do mundo”, alerta Baitelo. Num mundo que enfrenta uma crise climática sem precedentes e onde já se criou um consenso entre os países de que é fundamental evitar que o aquecimento médio da Terra ultrapasse os 2º graus Celsius, seria normal imaginar que o governo brasileiro estivesse trabalhando duro na busca de soluções para reduzir ao máximo os impactos ambientais do pré-sal.

Uma alternativa, talvez a mais relevante, está justamente onde ele será explorado: no mar. “Os oceanos são um importante regulador climático”, explica Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos do Greenpeace. “Eles funcionam como o maior sumidouro de carbono do planeta, com capacidade para absorver até 50% das emissões geradas pela atividade humana.” Uma maneira de garantir a perpetuação desta função está na criação de áreas marinhas protegidas, que ainda trariam o benefício adicional de proteger nossos estoques pesqueiros e a biodiversidade do litoral brasileiro. Mas área marinha protegida é o tipo do assunto que não entra na agenda do governo. Muito menos na agenda do pré-sal. O presidente Lula sequer pensou em destinar recursos da sua exploração para a criação e manutenção de reservas marinhas. E isso, no futuro, pode ter consequências graves. Se a concentração de emissões não for reduzida ao longo dos próximos anos, os oceanos podem passar de mocinhos a bandidos na luta contra o aquecimento global.

“O aumento das emissões tem efeito nocivo nos mares, porque elas contribuem para o aumento médio da temperatura da água. Mares mais quentes têm menos capacidade de absorção de CO2”, continua Gonçalves. Além disso, concentrações excessivas de CO2 provocam acidificação nos oceanos, comprometendo a saúde dos corais, berços importantes da biodiversidade marinha. “No Brasil, já foram detectados indícios claro de decadência de estruturas de corais na costa de São Paulo e em Abrolhos, no litoral baiano.”

O pré-sal é nosso. Mas sua poluição também. Está mais do que na hora de o Brasil discutir como se livrar dela.

Fonte: http://www.greenpeace.org/

Pesca de arrasto não!

A ONU lançou, no último dia 21, uma revisão do relatório das diretrizes destinadas à proteção da vida em águas profundas. O relatório mostra que os países tomaram medidas muito aquém de seus compromissos e uma das práticas mais devastadoras, a pesca de arrasto, continua a ser praticada.

O Greenpeace vem alertando os governos para a necessidade de acabar imediatamente com atividades destrutivas para águas profundas. "É ultrajante que quase três anos depois das diretrizes propostas pelas Nações Unidas, os países tenham feito muito pouco – ou quase nada - para realmente impedir a pesca de arrasto regulamentada em alto mar", disse Farah Obaidullah, da campanha de oceanos do Greenpeace Internacional.

A resolução do ano de 2006 da ONU estabeleceu medidas a serem implementadas pelos Estados-membros, a fim de proteger a vida em alto mar em águas internacionais. Tais determinações incluem também a realização de avaliações de impacto ambiental, identificando as regiões mais vulneráveis e garantindo que a pesca de arrasto não poderia ser realizada. As medidas valeriam a partir de 31 de dezembro de 2008.

Apesar disso, em junho de 2009, o Coalizão pela Conservação de Águas Profundas publicou a sua própria análise, que concluiu que, em todos os oceanos, os Estados-membros e organizações regionais de pesca (ORP) estão longe de viver de acordo com os compromissos assumidos em 2006. Mesmo nos poucos lugares onde as avaliações de impacto foram realizadas, eles só foram parcialmente concluídas ou não foram conclusivas. Muitas áreas onde os ecossistemas marinhos vulneráveis são reconhecidos ou prováveis de ocorrer, permanecem abertas à pesca de fundo com poucas ou nenhuma limitação. Finalmente, onde foram tomadas medidas, estas são muitas vezes fracas e oferecem pouca proteção à vida marinha.

Durante anos a comunidade científica, governos e as organizações ambientalistas em todo o mundo, têm alertado para os impactos devastadores da pesca de arrasto a longo prazo. A prática acaba com a vida de vastas extensões de mar, incluindo os frágeis ecossistemas de águas profundas e os corais que podem viver milhares de anos.

"Se continuarmos no ritmo atual de destruição, em poucas décadas os habitats mais profundos e misteriosos do nosso planeta vão desaparecer para sempre. Se os países que pescam não podem ou não vão cumprir com o que prometeram, é melhor que parem de pescar.", concluiu Obaidullah. O Greenpeace cobrará à Assembleia Geral da ONU que peça um fim imediato à pesca de arrasto adotada pela Assembleia Geral em 2006.

Fonte: http://www.greenpeace.org

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Destruição dos recifes de corais não é recente

15/8/2003

Agência FAPESP - A caça das tartarugas, peixes e crocodilos são fenômenos que existem desde que o homem surgiu. A novidade é que essas ações iniciaram o processo de declínio das estruturas dos recifes de corais, como revela um estudo publicado na edição 15/8 na revista Science.

Um grupo de 12 pesquisadores, de diferentes instituições dos Estados Unidos, investigou 14 regiões coralinas nos oceanos Atlântico e Pacífico e no Mar Vermelho. Segundo o estudo, o processo de destruição dos corais, que começou com as populações que apenas caçavam e coletavam, foi bastante acelerado pelo homem moderno.

Os cientistas compararam principalmente duas variáveis para cada uma das regiões analisadas. O estado de preservação do ambiente, desde bastante sadio até extinto, foi identificado em sete estágios de desenvolvimento da vida terrestre. Os pesquisadores estudaram a fase pré-humana, o período dos caçadores e coletores, a época apenas agrária, os tempos da ocupação colonial e mais três fases dos tempos modernos, além dos dados registrados no presente.

"Registros históricos longos, às vezes ignorados pelos cientistas, são ferramentas potentes para se compreender a relação entre a situação atual e passada dos ecossistemas, quando eles ainda estavam intactos", disse Richard Cooke, arqueólogo do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais e um dos autores do artigo da Science. "Os humanos nunca foram conservacionistas natos", disse o pesquisador radicado no Panamá.

Além do Caribe (Panamá, Bahamas e Ilhas Cayman), a Grande Barreira de Corais, na Austrália, também foi estudada. Mesmo sendo considerada um exemplo de preservação, o ecossistema do nordeste da Austrália não escapou da depredação. Segundo os resultados da pesquisa, 80% de todos os sistemas de recifes de coral do mundo já sofreram algum tipo de impacto desde que o homem apareceu.

"Sempre pensava que a população de tartarugas verdes estava intacta quando Colombo chegou às Américas. Não vou pensar isso nunca mais", disse Karen Bjorndal, da Universidade da Flórida, que também participou do estudo, em que ficou responsável pela investigação das águas caribenhas.

Os cientistas acreditam que os resultados da pesquisa serão fundamentais no auxílio ao desenvolvimento de políticas públicas de preservação ambiental. Os corais estão sumindo ou ficando esbranquiçados. E, como agora se descobriu que as agressões contra esses ecossistemas existem há muito tempo, um plano de ação para reverter esta destruição marinha é cada vez mais urgente, acredita Cooke.


Fonte: http://www.agencia.fapesp.br

ONGs e movimentos sociais propõem modernização do Código Florestal

Em carta protocolada na Casa Civil, o grupo sugere o aperfeiçoamento da legislação e combate propostas de flexibilização da lei apresentadas pela bancada ruralista

Em carta protocolada na Casa Civil, o grupo sugere o aperfeiçoamento da legislação e combate propostas de flexibilização da lei apresentadas pela bancada ruralista

O documento assinado por seis redes socioambientais, que representam mais de 2 mil organizações e movimentos sociais, sugere, entre outras propostas, o cadastramento georreferenciado dos imóveis rurais em todo o país e a limitação do desmatamento de novas áreas. O grupo defende que, ao contrário do que argumenta a bancada ruralista na sua busca por flexibilização do Código Florestal, existem áreas suficientes para produção agrícola e expansão urbana.

O Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia - criado em 2007 por organizações da sociedade civil, em conjunto com autoridades públicas e academia, e encampado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por parte dos ruralistas - já reconhecia que não são necessários novos desmatamentos para o desenvolvimento do país e que saída para a agropecuária é aprimorar as áreas em uso. “Já se desmatou demais. Agora entramos na geração desmatamento zero”, disse Nilo D’Ávila, coordenador de políticas públicas do Greenpeace.

O processo de modificação da lei, de acordo com a carta, “deve necessariamente buscar o fim de novos desmatamentos, o que leva à necessidade de se criar, por outros instrumentos, formas de valorização da floresta e de incentivo a sua recuperação nas áreas onde isso se faz necessário”. O texto sugere ainda que toda bacia hidrográfica, de todos os biomas, tenha um índice mínimo de vegetação nativa.

A carta é assinada por Articulação do Semi-Árido Brasileiro, Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBoms), Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, Rede Cerrado e Rede de ONGs da Mata Atlântica.

Sugestões ruralistas - Além de apresentar propostas, o documento analisa sugestões do Ministério da Agricultura e de líderes ruralistas a serem incorporadas no código. Entre elas, o reconhecimento de “usos consolidados” e “direito adquirido” para desonerar a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a compensação da reserva legal fora da microbacia, em outro Estado e bioma, para reduzir custos.

A proposta ruralista desvirtuaria completamente a função ambiental da floresta, “que é proteger a biodiversidade (naturalmente distinta em cada região) e o ciclo hidrológico (também dependente da vegetação existente na própria bacia)”. A sugestão socioambientalista é criar incentivos eficientes para que os proprietários recuperem a reserva legal e manter a exigência de compensação na mesma microbacia.

Os socioambientalistas fazem também um estudo dos pontos apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente em conjunto com algumas organizações ligadas à agricultura familiar, que envolvem, por exemplo, a regulamentação do uso da reserva legal e modificações no regime de uso de algumas APPs nas pequenas propriedades.

Fonte: http://www.greenpeace.org

Espécies Ameaçadas : Cientistas: Vida Marinha Corre Risco De Extinção

A vida marinha poderá sofrer extinção em massa em poucas décadas se a pesca intensiva, as mudanças climáticas, a acidificação da água, a poluição e o desenvolvimento litorâneo não forem combatidos, segundo um relatório apresentado na sexta-feira pela ONU.

O relatório "In Dead Water" ("Em Águas Mortas"), elaborado por uma equipe de cientistas por incumbência do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), cujo 10ª conselho especial termina hoje, em Mônaco, traça um panorama tenebroso.

"Há 65 milhões de anos, quando desapareceram os dinossauros, o mar estava saturado de dióxido de carbono (CO2). Em poucas décadas, a partir de agora, a água do mar será ainda mais ácida do que naquela época". A afirmação pessimista é de Ken Caldeira, da Universidade de Stanford, que, junto com outros cientistas e o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, apresentou o relatório à imprensa.

Steiner resumiu as ameaças que assolam os oceanos: a pesca intensiva e as más práticas pesqueiras, como o arrasto e a pesca em profundidade, as mudanças climáticas e a poluição litorânea. Segundo o diretor-executivo do Pnuma, "seria uma irresponsabilidade culpar uma só delas, mas, em coro, farão com que em 30 ou 40 anos desapareça a indústria pesqueira e aconteça o colapso biológico dos mares".

O relatório indica que a metade das capturas pesqueiras do mundo acontece em menos de 10% do oceano. É nesta área que se produz a maior parte da atividade biológica de espécies consideradas chave na cadeia alimentar. Devido às mudanças climáticas, "com o aumento de 3 graus na temperatura das águas superficiais, mais de 80% dos corais - fundamentais na ecologia marinha - podem morrer em décadas, entre 80% e 100% em 2080", segundo o relatório.

A acidificação do mar, devido à dissolução de CO2 provocada pelo uso de combustíveis fósseis, em poucas décadas danificará também os corais e outras espécies que metabolizam conchas calcárias. Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento litorâneo "aumenta rapidamente" e há a previsão de que "atinja negativamente 91% de todas as costas desabitadas até 2050, contribuindo majoritariamente para a poluição do mar".

As mudanças climáticas afetam negativamente "a circulação termoalina - grandes correntes - e o fenômeno de fluxo e refluxo de água continental, crucial para 75% das pescas". Em conjunto, a poluição litorânea e as mudanças climáticas "acelerarão o desenvolvimento de zonas mortas, muitas delas próximas a plataformas pesqueiras".

O número de zonas mortas - regiões com hipóxia (falta de oxigênio) - aumentou de 149 em 2003 para 200 em 2006, afirma o relatório apresentado. "A pesca intensiva e o arrasto de fundo estão degradando o habitat e ameaçando a produtividade e a diversidade biológica. As áreas danificadas pelos arrastos levarão vários séculos para se recuperar", advertem os cientistas.

"Já existem projeções que indicam o colapso da indústria pesqueira como resultado da superexploração, e é muito provável que esse colapso se antecipe, como resultado de múltiplos fatores que atuam de forma combinada", afirmaram os cientistas em Mônaco.

Os fenômenos prejudiciais aos mares também incluem os efeitos causados pelas mudanças climáticas na atmosfera, o degelo e o conseqüente aumento do nível do mar, segundo os oceanógrafos.

Fonte: http://www.faunabrasil.com.br

Greenpeace conscientizou sobre a poluição dos mares e SOS Mata Atlântica convidou para um passeio sensorial na floresta

A Adventure Sports Fair, a mais importante feira de esportes e de turismo de aventura da América Latina, que terminou ontem, 7 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, ofereceu aos visitantes oportunidades para refletir sobre ao sua responsabilidade com a preservação do meio ambiente.

A atividade sensorial promovida pelo Greenpeace "Entre nessa onda", convidou os visitantes a sentirem como estão os oceanos. O público sentiu os efeitos das mudanças climáticas e o aquecimento global, da poluição e da pesca predatória até se deparar com o "mar ideal". A média de visitação, sómente no sábado, foi de 15 pessoas a cada dez minutos.

Outra atividade sensorial foi o "Túnel dos Sentidos", promovida pela SOS Mata Atlântica. Os visitantes entraram de olhos vendados em um túnel onde os seus cinco sentidos são aguçados para que tenham percepção de como é uma floresta.

Os visitantes também levaram para casa, em horários pré-definidos, mudas de guanandi, madeira de lei, alternativa ao cedro e ao mogno, amplamente usada na indústria moveleira.

Além de lições sobre uma relação produtiva com o meio ambiente, a edição 2008 da feira de turismo e de esportes de aventura também foi marcada pelo aumento de atividades interativas, como tanque de mergulho, sala de shaper, parede de escalada, tanque para caiaque, simulador de vela, entre outros. Só na atividade de XBIKE – onde o visitante subiu em uma bicicleta e foi levado, por um mecanismo, a girar 360º por diversas vezes, passaram mais de mil pessoas em três dias de evento.


Fonte: http://ecoviagem.uol.com.br