quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um governo de costas para o mar

SÃO PAULO (SP), BRASIL — Cobrindo 70% da superfície terrestre, os oceanos possuem capacidade para absorver, naturalmente, 90% de todo o CO2 da atmosfera. No entanto, só podem cumprir essa função, fundamental para combater o aquecimento global, se estiverem limpos e saudáveis.

Considerando ainda outros importantes serviços ambientais proporcionados pelos oceanos, como a disponibilidade de alimentos, estabilidade e proteção de zonas costeiras, usos recreativos e diluição de efluentes é urgente colocar a sua conservação, através da criação de áreas marinhas protegidas. Infelizmente, o governo brasileiro não parec e nem um pouco interessado nessa questão.


Atualmente, apenas 0,4% da área das duzentas milhas do mar territorial brasileiro está protegida por unidades de conservação, poucas delas de proteção integral. É uma média inferior à do resto do mundo inferior a média global. O Greenpeace defende que, para garantir a recuperação e sobrevivência da vida marinha na costa brasileira, o percentual de áreas protegidas deveria chegar a pelo menos 30% da nossa zona costeira e marinha.


Um exemplo disso, é o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, por sua biodiversidade ímpar, a região de Abrolhos recebeu, em 1983, o primeiro parque nacional marinho da América do Sul. São mais de 56 mil quilômetros quadrados na costa sul da Bahia compostos pelas ilhas: Siriba, Redonda, Guarita, Sueste e Santa Bárbara, que pertence à Marinha. Além do arquipélago, o Parque inclui dois grandes blocos de recifes de corais: o Parcel dos Abrolhos e o Recife das Timbebas.


No entanto, Além da diversidade biológica costeira e marinha, o parque é importante para manter os estoques pesqueiros e pelo expressivo patrimônio genético, com enorme potencial para utilização biotecnológica. Seu entorno abriga também extenso banco de algas calcáreas, um depósito natural de carbono, acumulado durante milhares de anos.
Apesar de tamanha importância e em plena crise climática, a região de Abrolhos continua ameaçada pela exploração de óleo e gás, uma das principais causas do aquecimento global. Ao mesmo tempo, Abrolhos é vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, como o branqueamento dos corais, a acidificação das águas e a perda de biodiversidade. Ou seja, a região está duplamente ameaçada, pelos impactos do aquecimento global.


O principal setor de exploração interessado nos recursos do Parque Marinho dos Abrolhos e de seu entorno é a indústria de gás e óleo. Ela cobiça os mais de 240 blocos de exploração já identificados e selecionados pela Agência Nacional de Petróleo. A ameaça de exploração de petróleo e gás em Abrolhos está ligada ao aumento da participação de combustíveis fósseis na matriz energética brasileira. Na próxima década, o governo federal prevê a instalação de 68 novas usinas termelétricas fósseis, das quais 41 são movidas a óleo combustível. Se este plano for concretizado, as emissões do setor, que hoje somam 14,4 milhões de toneladas, saltarão para 39,3 milhões de toneladas em 2017.


Na zona costeira, o principal complexo estuarino do Banco dos Abrolhos, Cassurubá, é o berçário mais importante para dezenas de espécies marinhas, incluindo a maioria dos peixes e crustáceos pescados na região. Essa área extremamente frágil e explorada de forma sustentável há gerações por marisqueiros tradicionais, está ameaçada por projetos de carcinicultura. Desde 2005, um projeto de Reserva Extrativista, destinado a proteger tanto o estuário quanto o sustento de mais de 20.000 famílias de pescadores na região espera a assinatura do Presidente Lula.


Se a RESEX for criada, é pouco perto da degradação da região, e ainda será aguardada a assinatura do presidente Lula para o decreto que crie a zona de amortecimento, garantindo a proteção permanente do Banco dos Abrolhos.
Enquanto áreas marinhas não são criadas e muito menos implementadas, o governo brasileiro continua a investir no desenvolvimento da frota pesqueira, visando o aumento da produção, sem pensar na manutenção e recuperação dos estoques pesqueiros.


Podemos imaginar qual será o futuro que nos aguarda, quando os 70% de oceanos que cobrem a superfície do planeta estiverem sem peixes,sem manguezais, poluídos e ainda avançado pela zona costeira a dentro, devido aos impactos do aquecimento global.

Fonte: http://www.greenpeace.org

Dia Mundial dos Oceanos: Nem tanto ao mar

Durante muito tempo os oceanos foram encarados como uma espécie de território livre para as intervenções humanas. Historicamente, sempre foram vistos como fornecedores inesgotáveis de alimentos e outros recursos naturais, suas águas aparentavam ter capacidade infinita de dissipar a poluição nelas despejada e de se recompor de qualquer tipo de agressão. Doce ilusão. Hoje, 80% dos estoques pesqueiros estão ameaçados. Os corais também correm riscos. Desde 1950, segundo relatório Global Coral Reef, entidade que reúne governos e ONGs, 19% da área de recifes de corais desapareceram.

O bioma que se espalha 70% do planeta com uma biodiversidade gigantesca precisa de atenção. O Dia Mundial dos Oceanos, comemorado hoje, pode ser uma boa oportunidade para reflexão. A preservação dos oceanos está intimamente ligada à sobrevivência do homem na Terra e a sua importância para o combate às mudanças climáticas foi reconhecida pela Conferência Mundial dos Oceanos.

O encontro, realizado final de maio, resultou numa declaração, assinada pelos 76 países participantes, considerando os mares reguladores naturais do clima do Planeta. Batizado de Declaração de Manado, o documento propõe a criação de uma rede de reservas marinhas e recomenda a inclusão do tema “proteção dos oceanos” nas discussões internacionais sobre clima, que acontecerão em dezembro, em Copenhagen, na Dinamarca. Os oceanos podem ajudar a combater as mudanças climáticas, porque funcionam como o maior absorvedor de CO2, o principal gás do efeito estufa, do planeta.

No entanto, eles também são vítimas das mudanças climáticas, que comprometem a sua função como reguladores da temperatura mundial. O aumento de CO2 na atmosfera faz com que os mares fiquem cada vez mais ácidos, o que, combinado com o aumento da temperatura das águas, provoca a morte dos plânctons, algas e recifes de corais - justamente os organismos responsáveis pela retirada do gás carbônico da atmosfera.

A Declaração de Manado é uma vitória, mas ainda há muito por fazer para transformar as recomendações internacionais em realidade. Menos de 1% dos oceanos do mundo estão legalmente protegidos. No Brasil, essas áreas somam apenas 0,4%. O Ministério do Meio Ambiente propõe que sejam criadas 10% de áreas marinhas protegidas em zonas costeiras, abaixo ainda do índice proposto pela ONU, que recomenda a criação de 20%. Meta tímida – biólogos reconhecem 40% como o percentual ideal.

As soluções para combater a degradação dos oceanos e o aquecimento global começam com a adoção de uma Política de Oceanos integrada à Política Nacional de Mudanças Climáticas, que considere os mares como reguladores climáticos e contemple medidas de mitigação e adaptação.


Fonte: http://www.greenpeace.org/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Operação Waltzing Matilda

A Sea Shepherd Conservation Society está retornando ao Santuário de Baleias do Oceano Meridional em sua 6ª Campanha em Defesa das Baleias, Operação Waltzing Matilda. Estamos programados para partir em dezembro e pretendemos fechar as operações ilegais baleeiras no Antártico uma vez por todas.

Este ano, o Steve Irwin contará com a lancha veloz Earthrace. Junto estes navios e os voluntários da Sea Shepherd pretendem valsar até o Oceano Meridional cheio de táticas e surpresas para dançar perigosamente com a frota baleeira japonesa com o objetivo de salvar as vidas do maior número de baleias que for possível.

Uma tripulação internacional de voluntários tripularão os navios ao Oceano Antártico mas a campanha deste ano terá uma cara australiana. Por isto o nome da campanha foi escolhido de Operação Waltzing Matilda. Este é o hino nacional não oficial da Austrália. A palavra Waltzing é parte do inglês Australiano, e significa viver viajando, grandes distâncias e sobreviver aprendendo trabalhos enquanto viaja. Nosso logotipo este ano é inspirado na arte que enfeitava os aviões caça dos legendários Tigres Voadores que lutaram contra as forças Imperiais japonesas na China. As cores das bandeiras aborígine e australiana são representadas no logotipo que inclui um canguru pirata segurando o tridente de justiça de Netuno.

Fonte: http://seashepherd.org.br/

Poluição por derramamento de petróleo

O petróleo é uma substância líquida encontrada na natureza e utilizada para inúmeras finalidades como para a obtenção de combustíveis, medicamentos, solventes, óleos lubrificantes e outros. Há três mil anos o petróleo já era utilizado na construção de castelos e embarcações, na preparação de múmias, na cura de doenças de pele, na iluminação e em outras práticas que, por meio destas, foi conhecido e usado como fonte para outras atividades.

Por ser matéria-prima de uma extensa variedade de produtos importantíssimos para a vida do homem atual, o petróleo é cada vez mais retirado da natureza, mas por causa da distância entre os locais de retirada e os locais de utilização do mesmo é que surgem problemas ambientais como o de derramamento de petróleo.

O derramamento de petróleo normalmente acontece por causa de embarcações despreparadas, águas turbulentas que levam as embarcações contra pedras, plataformas furadas, explosões de poços, tanques com capacidade inferior ao conteúdo existente e outros. Ao entrar em contato com o mar, o petróleo contamina as águas provocando a morte dos seres vivos existentes, como peixes e corais. Também contamina o solo fazendo com que a área localizada se torne improdutiva e tóxica.

Normalmente, o derramamento de petróleo ocorre em maior grau nas águas como conseqüência de acidentes ocorridos no transporte do mesmo. Dessa forma, as águas além de não sustentar a vida não servem ainda para consumo dos seres humanos, pois forma-se uma película sobre ela impossibilitando-a de ser utilizada e ainda quando chega à costa provoca também grandes prejuízos.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Fonte: http://www.brasilescola.com/

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Greenpeace e sociedade civil limpam praias de Salvador, Recife, Rio e Itanhaém (SP)

SÃO PAULO — Voluntários colocam a mão na massa para informar a população sobre a importância da saúde dos oceanos no combate ao aquecimento global

O Greenpeace integra o Dia Mundial de Limpeza de Praias, mutirão realizado hoje em várias cidades litorâneas do Brasil. Voluntários da organização estão em quatro cidades – Itanhaém (SP), Rio, Salvador e Recife – recolhendo papéis, garrafas, latas, sacolas plásticas e outros objetos poluentes e levando informações para a população sobre o destino correto do lixo.

A atividade é realizada em apoio ao trabalho de outras organizações não-governamentais que já realizam essa tarefa anualmente, como a Ecosurfi, Biotaquática e Instituto Aqualung.

Esse tipo de poluição prejudica a saúde dos oceanos. Mares doentes podem potencializar a crise do clima. “Em boas condições, os oceanos têm condições de absorver até 50% do dióxido de carbono (CO2) produzido pela atividade humana, ajudando a mitigar os efeitos do aquecimento global”, explica a coordenadora da campanha de oceanos, Leandra Gonçalves.

O problema é potencializado pelo lixo plástico. Por ser flutuante, ele é conduzido pelas correntes marinhas e atinge todo o globo, depositando-se nas regiões costeiras. Essas áreas são justamente as mais ricas em biodiversidade.

Os animais sofrem com o acúmulo de detritos nos oceanos. Com frequência, se enroscam no lixo flutuante ou confundem o material com uma presa. Quando o engolem, o resultado em geral é a morte. O plástico flutuante nos oceanos afeta 267 espécies no mundo, incluindo aves e tartarugas. “As pessoas têm no imaginário que os oceanos são fontes inesgotáveis de recursos naturais e biodiversidade. Longe disso. A história está cheia de exemplos de áreas de pesca que entraram em colapso”, afirma Leandra.

Para garantir a saúde dos oceanos e manter sua capacidade de absorver o CO2 da atmosfera – e, portanto, ajudar no controle do efeito estufa –, o Greenpeace trabalha para que o governo brasileiro destine 30% de sua zona costeira para a criação de áreas protegidas. Hoje, o índice é de apenas 0,4%.

A limpeza nas praias faz parte da semana de mobilização pelo clima, série de ações que o Greenpeace organiza até o dia 22 para chamar a atenção da população em torno das mudanças climáticas e cobrar compromissos reais do governo brasileiro na 15ª Conferência do Clima, em Copenhague (Dinamarca). Na reunião, que acontece em dezembro, representantes de 192 nações precisam definir uma política contra as mudanças climáticas.

Fonte: http://www.greenpeace.org

domingo, 20 de setembro de 2009

O pré-sal é nosso. E a sua poluição também.

Ativistas do Greenpeace chamaram a atenção hoje, durante a cerimônia de apresentação do novo marco regulatório do pré-sal, em Brasília, que o Brasil precisa levar em consideração as emissões de carbono e a poluição que serão geradas pela exploração de suas novas reservas petrolíferas. Assim que o presidente iniciou seu discurso de celebração do pré-sal, que o governo trata como a redenção econômica e social do país, três ativistas subiram ao palco e abriram uma faixa de três metros com a frase: “Pré-sal e poluição: não dá para falar de um sem falar no outro”.

A segurança do presidente pediu que a faixa fosse fechada. Os ativistas obedeceram, dobraram a faixa e a entregaram ao presidente. Depois, três deles ficaram perto do palco segurando banners menores com os mesmos dizeres. Lula se fez de surdo para a manifestação, seguiu o script previamente acordado com seus marqueteiros e não tocou na questão ambiental.

Desde que o país foi informado sobre a quantidade de petróleo estocada na camada do pré-sal, discutiu-se muita coisa. Debateu-se técnicas para retirar tanta riqueza de área tão profunda, formas de financiar a sua exploração e até a criação de outra estatal petrolífera. Os governadores correram atrás de royalties que ainda nem existem para seus estados. O governo federal prometeu que com o dinheiro desse petróleo acabará de vez com a pobreza.

Mas a única vez, em meio à cacofonia do pré-sal, que se debateu seus aspectos ambientais foi por iniciativa da imprensa, que procurou a Petrobras para saber o que a empresa pretendia fazer acerca das emissões de carbono geradas pela exploração dos novos poços. Ela respondeu que pretendia usar a tecnologia de Captura e Armazenamento em Carbono, conhecida a partir de sua sigla em inglês, CCS, para impedir a emissão das milhões de toneladas contidas nos poços do pré-sal.

“A questão é que essa tecnologia é experimental e não estaria tecnicamente viável antes de 2030”, diz Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energia do Greenpeace. Além desses obstáculos, a CCS também terá de ultrapassar barreiras financeiras. “O custo total do uso da CCS para capturar o que se estima seja algo entre 12 e 18 bilhões de toneladas de carbono contidas no pré-sal pode chegar ao longo de todo o ciclo de exploração a centenas de bilhões de reais”, continua Baitelo.

Cálculos do Greenpeace indicam que se a CCS não cumprir tudo o que a tecnologia promete, e o Brasil estiver usando todas as reservas estimadas do pré-sal, estaremos emitindo ao longo dos próximos 40 anos em torno de 1,3 bilhão de toneladas de CO2 por ano só com refino, abastecimento e queima de petróleo.

“Ainda que o desmatamento da Amazônia seja zerado nos próximos anos, tudo indica que as emissões decorrentes do pré-sal podem anular o seu impacto positivo e manter o Brasil entre os três maiores emissores de CO2 do mundo”, alerta Baitelo. Num mundo que enfrenta uma crise climática sem precedentes e onde já se criou um consenso entre os países de que é fundamental evitar que o aquecimento médio da Terra ultrapasse os 2º graus Celsius, seria normal imaginar que o governo brasileiro estivesse trabalhando duro na busca de soluções para reduzir ao máximo os impactos ambientais do pré-sal.

Uma alternativa, talvez a mais relevante, está justamente onde ele será explorado: no mar. “Os oceanos são um importante regulador climático”, explica Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos do Greenpeace. “Eles funcionam como o maior sumidouro de carbono do planeta, com capacidade para absorver até 50% das emissões geradas pela atividade humana.” Uma maneira de garantir a perpetuação desta função está na criação de áreas marinhas protegidas, que ainda trariam o benefício adicional de proteger nossos estoques pesqueiros e a biodiversidade do litoral brasileiro. Mas área marinha protegida é o tipo do assunto que não entra na agenda do governo. Muito menos na agenda do pré-sal. O presidente Lula sequer pensou em destinar recursos da sua exploração para a criação e manutenção de reservas marinhas. E isso, no futuro, pode ter consequências graves. Se a concentração de emissões não for reduzida ao longo dos próximos anos, os oceanos podem passar de mocinhos a bandidos na luta contra o aquecimento global.

“O aumento das emissões tem efeito nocivo nos mares, porque elas contribuem para o aumento médio da temperatura da água. Mares mais quentes têm menos capacidade de absorção de CO2”, continua Gonçalves. Além disso, concentrações excessivas de CO2 provocam acidificação nos oceanos, comprometendo a saúde dos corais, berços importantes da biodiversidade marinha. “No Brasil, já foram detectados indícios claro de decadência de estruturas de corais na costa de São Paulo e em Abrolhos, no litoral baiano.”

O pré-sal é nosso. Mas sua poluição também. Está mais do que na hora de o Brasil discutir como se livrar dela.

Fonte: http://www.greenpeace.org/

Pesca de arrasto não!

A ONU lançou, no último dia 21, uma revisão do relatório das diretrizes destinadas à proteção da vida em águas profundas. O relatório mostra que os países tomaram medidas muito aquém de seus compromissos e uma das práticas mais devastadoras, a pesca de arrasto, continua a ser praticada.

O Greenpeace vem alertando os governos para a necessidade de acabar imediatamente com atividades destrutivas para águas profundas. "É ultrajante que quase três anos depois das diretrizes propostas pelas Nações Unidas, os países tenham feito muito pouco – ou quase nada - para realmente impedir a pesca de arrasto regulamentada em alto mar", disse Farah Obaidullah, da campanha de oceanos do Greenpeace Internacional.

A resolução do ano de 2006 da ONU estabeleceu medidas a serem implementadas pelos Estados-membros, a fim de proteger a vida em alto mar em águas internacionais. Tais determinações incluem também a realização de avaliações de impacto ambiental, identificando as regiões mais vulneráveis e garantindo que a pesca de arrasto não poderia ser realizada. As medidas valeriam a partir de 31 de dezembro de 2008.

Apesar disso, em junho de 2009, o Coalizão pela Conservação de Águas Profundas publicou a sua própria análise, que concluiu que, em todos os oceanos, os Estados-membros e organizações regionais de pesca (ORP) estão longe de viver de acordo com os compromissos assumidos em 2006. Mesmo nos poucos lugares onde as avaliações de impacto foram realizadas, eles só foram parcialmente concluídas ou não foram conclusivas. Muitas áreas onde os ecossistemas marinhos vulneráveis são reconhecidos ou prováveis de ocorrer, permanecem abertas à pesca de fundo com poucas ou nenhuma limitação. Finalmente, onde foram tomadas medidas, estas são muitas vezes fracas e oferecem pouca proteção à vida marinha.

Durante anos a comunidade científica, governos e as organizações ambientalistas em todo o mundo, têm alertado para os impactos devastadores da pesca de arrasto a longo prazo. A prática acaba com a vida de vastas extensões de mar, incluindo os frágeis ecossistemas de águas profundas e os corais que podem viver milhares de anos.

"Se continuarmos no ritmo atual de destruição, em poucas décadas os habitats mais profundos e misteriosos do nosso planeta vão desaparecer para sempre. Se os países que pescam não podem ou não vão cumprir com o que prometeram, é melhor que parem de pescar.", concluiu Obaidullah. O Greenpeace cobrará à Assembleia Geral da ONU que peça um fim imediato à pesca de arrasto adotada pela Assembleia Geral em 2006.

Fonte: http://www.greenpeace.org

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Destruição dos recifes de corais não é recente

15/8/2003

Agência FAPESP - A caça das tartarugas, peixes e crocodilos são fenômenos que existem desde que o homem surgiu. A novidade é que essas ações iniciaram o processo de declínio das estruturas dos recifes de corais, como revela um estudo publicado na edição 15/8 na revista Science.

Um grupo de 12 pesquisadores, de diferentes instituições dos Estados Unidos, investigou 14 regiões coralinas nos oceanos Atlântico e Pacífico e no Mar Vermelho. Segundo o estudo, o processo de destruição dos corais, que começou com as populações que apenas caçavam e coletavam, foi bastante acelerado pelo homem moderno.

Os cientistas compararam principalmente duas variáveis para cada uma das regiões analisadas. O estado de preservação do ambiente, desde bastante sadio até extinto, foi identificado em sete estágios de desenvolvimento da vida terrestre. Os pesquisadores estudaram a fase pré-humana, o período dos caçadores e coletores, a época apenas agrária, os tempos da ocupação colonial e mais três fases dos tempos modernos, além dos dados registrados no presente.

"Registros históricos longos, às vezes ignorados pelos cientistas, são ferramentas potentes para se compreender a relação entre a situação atual e passada dos ecossistemas, quando eles ainda estavam intactos", disse Richard Cooke, arqueólogo do Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais e um dos autores do artigo da Science. "Os humanos nunca foram conservacionistas natos", disse o pesquisador radicado no Panamá.

Além do Caribe (Panamá, Bahamas e Ilhas Cayman), a Grande Barreira de Corais, na Austrália, também foi estudada. Mesmo sendo considerada um exemplo de preservação, o ecossistema do nordeste da Austrália não escapou da depredação. Segundo os resultados da pesquisa, 80% de todos os sistemas de recifes de coral do mundo já sofreram algum tipo de impacto desde que o homem apareceu.

"Sempre pensava que a população de tartarugas verdes estava intacta quando Colombo chegou às Américas. Não vou pensar isso nunca mais", disse Karen Bjorndal, da Universidade da Flórida, que também participou do estudo, em que ficou responsável pela investigação das águas caribenhas.

Os cientistas acreditam que os resultados da pesquisa serão fundamentais no auxílio ao desenvolvimento de políticas públicas de preservação ambiental. Os corais estão sumindo ou ficando esbranquiçados. E, como agora se descobriu que as agressões contra esses ecossistemas existem há muito tempo, um plano de ação para reverter esta destruição marinha é cada vez mais urgente, acredita Cooke.


Fonte: http://www.agencia.fapesp.br

ONGs e movimentos sociais propõem modernização do Código Florestal

Em carta protocolada na Casa Civil, o grupo sugere o aperfeiçoamento da legislação e combate propostas de flexibilização da lei apresentadas pela bancada ruralista

Em carta protocolada na Casa Civil, o grupo sugere o aperfeiçoamento da legislação e combate propostas de flexibilização da lei apresentadas pela bancada ruralista

O documento assinado por seis redes socioambientais, que representam mais de 2 mil organizações e movimentos sociais, sugere, entre outras propostas, o cadastramento georreferenciado dos imóveis rurais em todo o país e a limitação do desmatamento de novas áreas. O grupo defende que, ao contrário do que argumenta a bancada ruralista na sua busca por flexibilização do Código Florestal, existem áreas suficientes para produção agrícola e expansão urbana.

O Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia - criado em 2007 por organizações da sociedade civil, em conjunto com autoridades públicas e academia, e encampado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e por parte dos ruralistas - já reconhecia que não são necessários novos desmatamentos para o desenvolvimento do país e que saída para a agropecuária é aprimorar as áreas em uso. “Já se desmatou demais. Agora entramos na geração desmatamento zero”, disse Nilo D’Ávila, coordenador de políticas públicas do Greenpeace.

O processo de modificação da lei, de acordo com a carta, “deve necessariamente buscar o fim de novos desmatamentos, o que leva à necessidade de se criar, por outros instrumentos, formas de valorização da floresta e de incentivo a sua recuperação nas áreas onde isso se faz necessário”. O texto sugere ainda que toda bacia hidrográfica, de todos os biomas, tenha um índice mínimo de vegetação nativa.

A carta é assinada por Articulação do Semi-Árido Brasileiro, Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBoms), Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia, Rede Cerrado e Rede de ONGs da Mata Atlântica.

Sugestões ruralistas - Além de apresentar propostas, o documento analisa sugestões do Ministério da Agricultura e de líderes ruralistas a serem incorporadas no código. Entre elas, o reconhecimento de “usos consolidados” e “direito adquirido” para desonerar a recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a compensação da reserva legal fora da microbacia, em outro Estado e bioma, para reduzir custos.

A proposta ruralista desvirtuaria completamente a função ambiental da floresta, “que é proteger a biodiversidade (naturalmente distinta em cada região) e o ciclo hidrológico (também dependente da vegetação existente na própria bacia)”. A sugestão socioambientalista é criar incentivos eficientes para que os proprietários recuperem a reserva legal e manter a exigência de compensação na mesma microbacia.

Os socioambientalistas fazem também um estudo dos pontos apresentados pelo Ministério do Meio Ambiente em conjunto com algumas organizações ligadas à agricultura familiar, que envolvem, por exemplo, a regulamentação do uso da reserva legal e modificações no regime de uso de algumas APPs nas pequenas propriedades.

Fonte: http://www.greenpeace.org

Espécies Ameaçadas : Cientistas: Vida Marinha Corre Risco De Extinção

A vida marinha poderá sofrer extinção em massa em poucas décadas se a pesca intensiva, as mudanças climáticas, a acidificação da água, a poluição e o desenvolvimento litorâneo não forem combatidos, segundo um relatório apresentado na sexta-feira pela ONU.

O relatório "In Dead Water" ("Em Águas Mortas"), elaborado por uma equipe de cientistas por incumbência do Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma), cujo 10ª conselho especial termina hoje, em Mônaco, traça um panorama tenebroso.

"Há 65 milhões de anos, quando desapareceram os dinossauros, o mar estava saturado de dióxido de carbono (CO2). Em poucas décadas, a partir de agora, a água do mar será ainda mais ácida do que naquela época". A afirmação pessimista é de Ken Caldeira, da Universidade de Stanford, que, junto com outros cientistas e o diretor-executivo do Pnuma, Achim Steiner, apresentou o relatório à imprensa.

Steiner resumiu as ameaças que assolam os oceanos: a pesca intensiva e as más práticas pesqueiras, como o arrasto e a pesca em profundidade, as mudanças climáticas e a poluição litorânea. Segundo o diretor-executivo do Pnuma, "seria uma irresponsabilidade culpar uma só delas, mas, em coro, farão com que em 30 ou 40 anos desapareça a indústria pesqueira e aconteça o colapso biológico dos mares".

O relatório indica que a metade das capturas pesqueiras do mundo acontece em menos de 10% do oceano. É nesta área que se produz a maior parte da atividade biológica de espécies consideradas chave na cadeia alimentar. Devido às mudanças climáticas, "com o aumento de 3 graus na temperatura das águas superficiais, mais de 80% dos corais - fundamentais na ecologia marinha - podem morrer em décadas, entre 80% e 100% em 2080", segundo o relatório.

A acidificação do mar, devido à dissolução de CO2 provocada pelo uso de combustíveis fósseis, em poucas décadas danificará também os corais e outras espécies que metabolizam conchas calcárias. Ainda segundo o relatório, o desenvolvimento litorâneo "aumenta rapidamente" e há a previsão de que "atinja negativamente 91% de todas as costas desabitadas até 2050, contribuindo majoritariamente para a poluição do mar".

As mudanças climáticas afetam negativamente "a circulação termoalina - grandes correntes - e o fenômeno de fluxo e refluxo de água continental, crucial para 75% das pescas". Em conjunto, a poluição litorânea e as mudanças climáticas "acelerarão o desenvolvimento de zonas mortas, muitas delas próximas a plataformas pesqueiras".

O número de zonas mortas - regiões com hipóxia (falta de oxigênio) - aumentou de 149 em 2003 para 200 em 2006, afirma o relatório apresentado. "A pesca intensiva e o arrasto de fundo estão degradando o habitat e ameaçando a produtividade e a diversidade biológica. As áreas danificadas pelos arrastos levarão vários séculos para se recuperar", advertem os cientistas.

"Já existem projeções que indicam o colapso da indústria pesqueira como resultado da superexploração, e é muito provável que esse colapso se antecipe, como resultado de múltiplos fatores que atuam de forma combinada", afirmaram os cientistas em Mônaco.

Os fenômenos prejudiciais aos mares também incluem os efeitos causados pelas mudanças climáticas na atmosfera, o degelo e o conseqüente aumento do nível do mar, segundo os oceanógrafos.

Fonte: http://www.faunabrasil.com.br

Greenpeace conscientizou sobre a poluição dos mares e SOS Mata Atlântica convidou para um passeio sensorial na floresta

A Adventure Sports Fair, a mais importante feira de esportes e de turismo de aventura da América Latina, que terminou ontem, 7 de setembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, ofereceu aos visitantes oportunidades para refletir sobre ao sua responsabilidade com a preservação do meio ambiente.

A atividade sensorial promovida pelo Greenpeace "Entre nessa onda", convidou os visitantes a sentirem como estão os oceanos. O público sentiu os efeitos das mudanças climáticas e o aquecimento global, da poluição e da pesca predatória até se deparar com o "mar ideal". A média de visitação, sómente no sábado, foi de 15 pessoas a cada dez minutos.

Outra atividade sensorial foi o "Túnel dos Sentidos", promovida pela SOS Mata Atlântica. Os visitantes entraram de olhos vendados em um túnel onde os seus cinco sentidos são aguçados para que tenham percepção de como é uma floresta.

Os visitantes também levaram para casa, em horários pré-definidos, mudas de guanandi, madeira de lei, alternativa ao cedro e ao mogno, amplamente usada na indústria moveleira.

Além de lições sobre uma relação produtiva com o meio ambiente, a edição 2008 da feira de turismo e de esportes de aventura também foi marcada pelo aumento de atividades interativas, como tanque de mergulho, sala de shaper, parede de escalada, tanque para caiaque, simulador de vela, entre outros. Só na atividade de XBIKE – onde o visitante subiu em uma bicicleta e foi levado, por um mecanismo, a girar 360º por diversas vezes, passaram mais de mil pessoas em três dias de evento.


Fonte: http://ecoviagem.uol.com.br

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sea Shepherd Conservation Society - SSCS


A Sea Shepherd Conservation Society é uma ONG criada nos EUA, pelo Capitão Paul Watson, jornalista canadense e um sonhador ativista que, no início da década de 70, decidiu dedicar a vida para proteger os oceanos, de uma forma bem inusitada: subiu a bordo de uma pequena embarcação e partiu para o Alaska, juntamente com outros hyppies, para barrar testes nucleares. Aquele grupo ficou conhecido como o "Comitê Não Faça Onda" numa clara alusão às explosões em alto mar. No ano seguinte, este "Comitê" transformou-se no Greenpeace. Seis anos mais tarde, em 1977, Paul Watson percebeu que era preciso fazer mais do que protestos, era preciso agir. Por essa conduta, acabou por ser expulso do Greenpeace por 11 votos a 1. Nasceu então, a Sea Shepherd Conservation Society com espírito ativista e agressivo para se opor contra as barbáries da indústria pesqueira e baleeira. Em 26 anos de atuação, a organização estabeleceu-se em diversos países. Em todos eles, as equipes de voluntários trabalham em prol de campanhas internacionais.

Breve Histórico


Oposto ao Greenpeace, organização que ajudou a fundar com mais duas pessoas mas que tinha propósitos muito burocráticos, Paul Watson concluiu que a resposta dada era inadequada aos danos amibentais causados. A resposta endossada por Paul Watson inclui a sabotagem e o afundamento de navios julgados por ele como que tenham violado leis baleeiras internacional. Estes navios são considerados por ele como piratas. Há relatos de que seu "destroyer", o RV Farley Mowat entra em contato pelo rádio saudando o comandante da embarcação prestes a sofrer o atentado. Em seguida, começa a xingar o comandante com palavras de baixo calão, avisando que está prestes a afundá-lo. Desde 1979, o Sea Sheperd alega ter afundado dez baleeiros, referindo-se a eles como piratas:
1979 – o baleeiro Sierra afundou na costa de Portugal;
1980 – os baleeiros Isba I e Isba II afundaram em Vigo, Espanha;
1980 – os baleeiros Susan e Theresa afundaram na África do Sul;
1981 – os baleeiros Hvalur 6 e Hvalur 7 afundaram na Islândia;
1992 – o baleeiro Nybraena afundou na Noruega;
1994 – o baleeiro Senet afundou na Noruega;
1998 – O baleeiro Morild afundou na Noruega. Por esses acontecimentos, os navios tiveram suas bandeiras cassadas. De acordo com coluna do The New Yorker, de novembro de 2007, navegam sob bandeira da Holanda.